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sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

O Colonialismo e O Desenvolvimento da Cartografia



O COLONIALISMO E O DESENVOLVIMENTO DA CARTOGRAFIA

 Para a descoberta do novo mundo, muitas técnicas de navegação foram alteradas. Novas embarcações, com amplo uso do vento como forma de propelir as embarcações, na idade média a propulsão era a remo. A denominada “Vela latina” foi a que melhor se adaptou à transposição do oceano.



 A cartografia foi um dos principais ramos da cultura material que se desenvolveu no ocidente com o colonialismo, pois foi a cartografia uma forma racional de se escrever a paisagem das novas terras “descobertas” pelos europeus. Após o século XVIII, com o desenvolvimento da longitude na Inglaterra, temos os mapas como uma das principais formas de referência geográfica (KANTOR, 2009).

Economia Moderna

ECONOMIA MODERNA

A ECONOMIA COLONIAL: O MERCANTILISMO
 A prosperidade portuguesa, obtida com o comércio das especiarias, seguia a mesma lógica econômica que movia as repúblicas italianas: a acumulação de riquezas a partir do comércio de produtos de luxo no mercado europeu, conhecida como mercantilismo.
 O país como um grande comerciante, que enriquecia quando ganhava dinheiro e empobrecia quando gastava, essa lógica econômica, desenvolvida pelas nações para obterem sucesso econômico – Portugal e Espanha – e onde burguesia mercantil era muito próxima à coroa.

O METALISMO E A REVOLUÇÃO DOS PREÇOS
 O mercantilismo entendia que uma simples transferência de recursos: assim, o país que vendesse um produto enriqueceria, e o que comprasse empobrecia na mesma medida, sendo uma transação de soma Zero. Dentro dessa lógica, a única possibilidade de se aumentar o montante total da riqueza seria extraindo-a da terra na forma de metais preciosos.


 Um dos meios de acumular metais era procurar manter uma balança comercial favorável, ou seja, vender produtos muito mais caros e em maior quantidade do que aqueles que eram comprados de outros países.

 Assim, na virada dos séculos XVI-XVII, vários países criaram leis limitando a saída de recursos para o estrangeiro, visando assim manter a riqueza nacional. O nome que se dá a essa prática é bulionismo ou metalismo, que foi muito praticado durante a dinastia de Habsburgo (séculos XVI e XVII). Essa política, que parecia trazer a riqueza, teve como consequência uma enorme inflação, que gerou a chamada Revolução dos Preços. Preços das mercadorias em 1600 eram mais de duas vezes superiores que ao que foram em 1500, e em 1700 estavam ainda mais altos – mais de três vezes e meia o que havia sido quando a Revolução dos Preços teve início.